
Um artigo que li do músico e escritor Tony Bellotto – guitarrista dos Titãs – diz que Charles Gavin saiu da banda porque é difícil envelhecer num grupo de rock. Bom, se a idade pesou para Gavin, pesou também para os integrantes do Scorpions que anunciaram o fim de suas atividades com uma grande turnê mundial que deve durar uns dois anos. Ainda lançarão um disco de estúdio (“Sting in the tail”) e ,segundo os integrantes, terá uma sonoridade próxima ao que eles fizeram no início dos anos 80. Os únicos remanescentes originais são Klaus Meine e Rudolf Schenker que já passaram dos 60 anos.
A banda não era muito conhecida no Brasil até virem ao primeiro “Rock In Rio” (1985), quando estourou com o grande hit “Still Loving You”. Mas o grande sucesso mundial é “Wind of change”, de 1990, que fala sobre a Rússia e sua abertura democrática. Houve uma tentativa de repetir o sucesso com a música “Humanity” (Unbreakable, 2004). Apesar de boa a canção, com letra falando também de liberdade, não surtiu o mesmo efeito.
O Scorpions já passou por vários estilos: desde os primeiros trabalhos, quando mesclavam hard rock com pitadas de krautrock, ao heavy metal do início dos anos oitenta e até pop em Eye II Eye (1999) e Acoustica (2001). Essa banda alemã de Hanover foi formada no final dos anos 60 – Klaus e os irmãos Schenker se conhecem desde 1965; antes, existia o Copernicus, banda da qual fazia parte Klaus Meine e Michael Schenker. Mais tarde passou a contar, também, com seu irmão Rudolf – que tocava em outra banda até então – e os músicos Wolfgang Diziony e Lothas Heimberg.
Foi em 1971 que gravam um demo-tape, o que seria mais tarde o álbum “Lonesome Crow” (1972). Logo depois, Michael Schenker abandona o barco e vai integrar o UFO, deixando o cargo para Uli Jon Roth, considerado o “hendrix alemão” por muitos. Uli costumava cantar suas próprias canções simplesmente porque Meine nunca se sentiu confortável em cantá-las. O sucesso vem mesmo em 1975 com o excelente “In Trance”, mas é com seu substituto Matthias Jabs que o Scorpions conquista o mundo, sempre mesclando hard, heavy e muitas baladas.
Achei legal o post. Bem esclarecedor. Só senti falta do humor meio irônico sempre presente nos textos do Claudio.
Interessante.
Ah, eu amo Scorpions… É tão triste ver as bandas que gosto acabando aos poucos…
Eles podiam fazer mais um showzinho por aqui, hihi
Uma pena… Eu sempre gostei deles. São monstros sagrados, sempre serão!